Eu ainda sou bem moço pra tanta tristeza

Domingo…domingo pessoal!

E dia dos Pais, assim sendo um salve para todos os pais de all around fucking globe! = D

No TSD de hoje uma música que se pá seu pai poderia gostar (ou não!) hehe

Canteiros – Fagner

Trecho legal da letra:

Letra inteira – porque merece! ^^

Quando penso em você fecho os olhos de saudade.
Tenho tido muita coisa, menos a felicidade.
Correm os meus dedos longos em versos tristes que invento
Nem aquilo a que me entrego já me dá contentamento
Pode ser até manhã sendo claro feito dia, mas nada do que me dizem me faz sentir alegria.
Eu só queria ter do mato um gosto de framboesa, pra correr entre os canteiros e esconder minha tristeza.
Eu ainda sou bem moço pra tanta tristeza e deixemos de coisa cuidemos da vida, pois se não chega à morte ou coisa parecida, e nos arrasta moço sem ter visto a vida.
Eu só queria ter do mato um gosto de framboesa, pra correr entre os canteiros e esconder minha tristeza,
Eu ainda sou bem moço pra tanta tristeza, deixemos coisa cuidemos da vida, pois se não chega à morte ou coisa parecida e nos arrasta moço sem ter visto a vida.

Música recomendada para:

Nossa, essa música tem uma letra tão bonita.. que não tem jeito é pra reflexão!!!! Eu acho que por fim essa música é recomendada para criar forças para recomeçar a luta.

– Legal ouvir em/no:

Dirigindo.. caminhando por ai, em casa.

-Sobre a música/banda:

Essa música traz um trecho do poema MARCHA  de Cecília Meirelles que foi adaptado pelo Fagner o que,  parece até que na época criou até um certo problema com direitos autorais entre os herdeiros da grande Cecilia Meireles (falecida em 1964) e o Fagner.

O trecho adaptado esta destacado abaixo no poema para compararmos com a letra da música acima.

Lá no final da letra do Canteiros, tb tem um trecho de Aguas de Março de Tom Jobim.

Vejamos:
MARCHA -Cacilia Meireles

As ordens da madrugada
romperam por sobre os montes:
nosso caminho se alarga
sem campos verdes nem fontes.
Apenas o sol redondo
e alguma esmola de vento
quebram as formas do sono
com a idéia do movimento.
Vamos a passo e de longe;
entre nós dois anda o mundo,
com alguns mortos pelo fundo.
As aves trazem mentiras
de países sem sofrimento.
Por mais que alargue as pupilas,
mais minha dúvida aumento.
Também não pretendo nada
senão ir andando à toa,
como um número que se arma
e em seguida se esboroa,
– e cair no mesmo poço
de inércia e de esquecimento,
onde o fim do tempo soma
pedras, águas, pensamento.
Gosto da minha palavra
pelo sabor que lhe deste:
mesmo quando é linda, amarga
como qualquer fruto agreste.
Mesmo assim amarga, é tudo
que tenho, entre o sol e o vento:
meu vestido, minha música,
meu sonho e meu alimento.

Quando penso no teu rosto,
fecho os olhos de saudade;
tenho visto muita coisa,
menos a felicidade.
Soltam-se os meus dedos ristes,
dos sonhos claros que invento.
Nem aquilo que imagino
já me dá contentameno.

Como tudo sempre acaba,
oxalá seja bem cedo!
A esperança que falava
tem lábios brancos de medo.
O horizonte corta a vida
isento de tudo, isento…
Não há lágrima nem grito:
apenas consentimento.

Liiiindo! = D

Hasta outro dia, cuida-te mucho!

Publicado em agosto 15, 2011, em Filosofando, Música, Música pelo mundo, Poesia e marcado como , , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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